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Toma lá, dá cá

Toda ação tem uma reação -- e nada vem de mão beijada. É o que diz o consultor José Antônio Rosa nas 344 dicas sobre carreira em seu livro Você Sabe Jogar Pongue?

 

Todo pingue tem um pongue. Ou melhor, para cada ação existe uma reaçaão. "Não adianta esperar que o mundo lhe dê tudo de mão beijada. Você precisa fazer sua parte", diz o consultor mineiro José Antônio Rosa, de 52 anos. Essa é a idéia central do livro Você Sabe Jogar Pongue?, lançado recentemente pela Editora Futura. Por fazer a sua parte entenda-se valorizar tudo o que se referir ao seu relacionamento com as outras pessoas. "Afinal, o sucesso vem dos outros, seja porque alguém compra seu produto, vota em você ou o promove para um cargo melhor", afirma ele, que é um dos sócios da Rosa & Souza Leão, consultoria especializada em questões relacionadas à carreira, ao desenvolvimento pessoal e à motivação, com escritório em São Paulo. Aqui, você confere seis dicas do consultor para jogar, com competência, o pingue-pongue profissional. Há outras 338 no livro.

 

Vamos aos fatos
Em vez de dar opiniões, apresente fatos. Assim, diga algo como: "Quando assumi a gerência estávamos com um faturamento de 300 000 reais por mês. Hoje, já estamos com 1 milhão de reais e pretendo chegar a 2 em quatro ou cinco meses". Números, fatos, coisas concretas -- eles constroem sua imagem de modo sólido e verdadeiro.

 

Sua idéia em segundo lugar
Antes de você se preocupar em vender o que tem para vender, é muito melhor fechar a boca, abrir os olhos e os ouvidos e ver o que o outro -- este sim -- quer comprar. Em vez de atacar com suas próprias idéias, entre nas idéias dele e exponha as suas como meio de potencializá-las. Por exemplo: você acha que a empresa precisa implantar um programa de qualidade. Mas, ao tentar fazer isso, esbarra na idéia de seu chefe, que acredita que, no momento, a companhia precisa de organização. Aí, discretamente, você insere sua idéia: "Os programas de qualidade têm um bom instrumental de ajuda e um impacto poderoso nessa área". No caso, você fala sobre o interesse de seu superior (a organização) e não sobre o seu. A ordem altera alguma coisa? Lógico que não, mas, se bem usada, tem excelente impacto persuasivo.

O que não é não é, e não adianta forçar
Não caia na armadilha de tentar se passar pelo que não é. Mostre o que você é e busque alternativas para contrabalançar aquilo que não é. Assim, se não tiver, por exemplo, experiência direta com gerenciamento de cargas internacionais, admita e complete: "Mas acredito que possa desempenhar bem esse trabalho porque conheço...".

 

Crítica de impressão, é melhor guardar
Quem é a pessoa certa para fazer a crítica? O chefe, o professor, o instrutor -- enfim, alguém que esteja em uma posição na qual se espera apreciação crítica sobre o comportamento do outro. Eventualmente, quem tem afeto e amizade pode criticar também, no clima certo, e com a finalidade de ajudar. Crítica baseada em impressões e "achômetros" é só manifestação dispensável.

 

Atirando no alvo certo
Peter Drucker, o guru da administração, aconselha a fazer, primeiro, a coisa certa e, segundo, de modo certo. Há três condições para chegar a isso:

1. Você precisa descobrir o que pode efetivamente contribuir para a realização de seus objetivos;
2. Saiba que o autocontrole emocional é fundamental para conseguir eleger o que é certo como meta de carreira;
3. Seja disciplinado e perseverante para continuar no caminho certo.

 

Como anda seu PCA?
Três coisas são fundamentais para o sucesso de um profissional, seja qual for a área em que ele trabalha: popularidade (P), credibilidade (C) e atratividade (A). Popularidade é ser conhecido pelo público-alvo do trabalho que você faz. Credibilidade tem a ver com ser considerado alguém com quem se pode contar. E a atratividade está relacionada a sua capacidade de gerar emoções positivas nos outros.