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Profissão: hospitais oferecem serviços de hotéis

 

Uma área que tem atraído muitos jovens profissionais é o campo da hotelaria hospitalar. O trabalho consiste basicamente em adaptar a um hospital os recursos oferecidos num hotel. Serviço de quarto, camareira, chefe de cozinha e mensageiro tornam-se indispensáveis em hospitais particulares, como Sírio Libanês, Albert Einstein e São Luís, que oferecem o serviço em São Paulo.

"O objetivo é conciliar a saúde e o ato de hospedar bem, tornando o ambiente mais acolhedor para a família e para o paciente", diz Veridiana Corrêa, 25, gerente de hotelaria dos hospitais Barra D'Or e do Quinta D'Or. Formada em tecnologia em hotelaria pelo Senac, Veridiana, que trabalha há oito meses no ramo de hospitais, diz que a estrutura é a mesma de um hotel, só que com objetivos diferentes: "Buscamos humanizar o atendimento ao paciente e fazer com que o ambiente não se pareça com um hospital".

Marcelo Boeger, gerente de hotelaria do Hospital e Maternidade Brasil, de Santo André, e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Hotelaria Hospitalar, diz que com o serviço o hospital fica "com cara de hotel". "Temos camareira, roupeira, porteiro, mensageiro. Há uma preocupação também com detalhes como isolar o cheiro forte típico de hospital e proporcionar um conforto sonoro, isolando os leitos da área de emergência", explica Boeger, que trabalha há três anos na área.

No conceito da hotelaria hospitalar, os pacientes são vistos como hóspedes enfermos e que por isso requerem atenção especial. "Existem vários meios de hospedagem: motel, hotel, hotel-fazenda, transatlântico e também hospital. Só que a hotelaria é um dos negócios do hospital, o mais importante é a saúde", afirma Boeger.

Outro cuidado importante no setor é o conforto. No Hospital e Maternidade Brasil, por exemplo, os leitos têm serviço de quarto e TV a cabo. Os hospitais com serviço de hotelaria, também chamado de hospedagem, têm chefes de cozinha que trabalham com nutricionistas. O objetivo é adaptar a dieta indicada, dando a ela o melhor gosto e aparência possíveis. "Muitas vezes o único prazer do paciente é a comida, por isso trabalhamos o sabor e a ornamentação dos pratos. Queremos inverter a fama de que comida de hospital é ruim", diz Veridiana.

FOLHA DE SÃO PAULO – 08/11/2001 – 12H05