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Site gestão de Empresas e Serviços - Nº 02 - Sistema de Tratamento de Pisos em Ambientes Hospitalares.

Curitiba, 15 de Outubro de 2005.

VEJA!!!  Entrevista Para O Jornal de Turismo do Rio De Janeiro...

TRATAMENTO DE PISO EM HOSPITAIS

Srº Daniel de Freitas Channe

Hospitalidade e Gestão de Empresas e Serviços

Qual sua formação?

 Tenho formação na área de administração hoteleira, fiz diversos cursos direcionados à prestação de serviços e outros voltados a Hospitalidade (Hotelaria Hospitalar), como: Higienização Hospitalar, Qualificação e Gestão na Área de Saúde, Saúde do Trabalhador na área de Saúde, O Perfil do Profissional de Hotelaria do Futuro, Sistema de Treinamento de piso em High Speed, Curso de Lavanderia e Rouparia Hospitalar, Curso de Higienização e Organização de Expurgos, Qualidade, Chefia e Liderança além de outros. Hoje estou finalizando o Curso de Gestão de Empresas e Serviços. Inicialmente trabalhei em Hotéis, vindo a gerenciar um Flat, após fui convidado a administrar o Setor de Hotelaria de um Hospital de Pequeno porte e a seguir do Hospital Erasto Gaertner em Curitiba, referência no país no tratamento do câncer.

Site: http://empresaseservicos.tripos.com

 

Introdução

O sistema de tratamento de piso nos hospitais é hoje mais uma ferramenta necessária para a criação dos diferenciais que irão nos auxiliar a fidelizar com nossos clientes de saúde.

Além do enorme diferencial que poderemos encontrar nos corredores dos hospitais e empresas que utilizam destes sistemas, eles também contribuem para prolongar a vida do piso, protegendo das  sujidades, água e atritos causados pro equipamentos e simplesmente pelo caminhar das pessoas.

Este artigo demonstrará um poucos das etapas que devem ser seguidas ao implantar este sistema, apresentando também, equipamentos, produtos químicos, vantagens e cuidados que devem ser seguidos. Existem hoje uma enormidade de equipamentos e produtos disponíveis no mercado, mas no entanto é necessário conhecê-los e saber utilizá-los.

Como funciona um sistema de tratamento de pisos?

Pisos limpos e bem cuidados são à base de um ambiente agradável e saudável. Para ter pisos protegidos, conservados e brilhantes, a manutenção deve ser feita cuidadosamente, e a aplicação dos produtos deve obedecer alguns critérios para não surtir efeitos negativos.

A aplicação adequada desses produtos realça a beleza das superfícies, ao mesmo tempo em que propicia uma limpeza diária mais eficiente e, principalmente, aumenta o tempo de vida útil dos pisos. A conseqüência de um tratamento de qualidade é o bem estar e a qualidade de vida das pessoas que transitam pelo ambiente.

Dentro do processo de Tratamento de pisos, existem etapas que devem ser seguidas, que vão desde a implantação, chegando então até a escala de manutenção diária.

A implantação do Sistema de Tratamento de Pisos poderá facilmente ser percebida através das vantagens que no dia-a-dia serão verificadas. Dentre as vantagens da utilização do Sistema de tratamento de pisos, pode-se citar algumas, são elas:

  • Proteção: A película de cera é que sofre o desgaste, preservando o piso;

  • Brilho: Melhora a aparência do piso, gerando maior satisfação ao usuário;

  • Facilidade de limpeza: Impede que a sujeira penetre nos poros do piso;

  • Promove maior segurança e conforto no caminhar;

  • Lavábilidade: Maior economia com menos trabalho;

  • Removibilidade: Economia de tempo - menor desgaste ao trabalhador;

  • Amarelamento: Preserva a aparência visual do piso, mantendo as cores;

  • Maior facilidade de limpeza;

  • Esfarelamento: Maior durabilidade, economia de produto e trabalho;

  • Outras.

Quais são as etapas do tratamento de piso?

Resumidamente as etapas são estas:

  • Levantamento do Lay-out - Tamanho da área, tipo de piso e densidade de mobiliário.

  • Elaboração do Programa de Conservação - Identificar os pontos críticos (Focos de sujidade, grau de utilização, fluxo de pessoas, etc.) Levantamento dos recurso necessário (ferramentas, equipamentos, mão-de-obra, etc.) Definição de freqüência.

  • Elaborar cronograma de implantação - Separação da área total em segmentos, alocar os recursos em função do tempo.

  • Preparação do piso - Diagnosticar o produto que será utilizado de acordo com o objetivo (Implantação ou Manutenção).

  • Remoção - etapa em que são aplicados produtos alcalinos de ação removedora sobre resto de outros produtos, sujidades velhas ou impregnadas na superfície.

  • Selamento - aplicação de produtos a base de ceras ou polímeros acrílicos, cuja função é de preencher todos os poros da superfície nivelando o piso preparando-o para receber a camada de acabamento.

  • Acabamento - aplicação de ceras ou polidores a base de polímeros acrílicos ou poliuretanos, que tem a função de impermeabilizar a superfície e conferir-lhe resistência e brilho.

  • Limpeza diária - etapa que consiste na manutenção da superfície. Utiliza produtos neutros a base de tensoativos não iônicos. Ideal para pisos tratados.

  • Polimento - é o nivelamento da superfície, após aplicação de polidores, através da ação mecânica de máquinas polidoras correspondentes a cada sistema de tratamento de piso: LS, HS e UHS.

  • Recamada - processo de restauração de pisos tratados. Consta da aplicação de novas camadas de acabamento e novo polimento para recuperação da resistência da camada protetora e brilho da superfície.

  • Remoção parcial - Processo de remoção das camadas superficiais de acabamento para aplicação mais adequada de uma recamada.

Algumas considerações: Primeiramente a implantação: Nesta etapa pode-se implantar o sistema em um piso onde já havia tratamento anterior ou em um piso que nunca foi implantado. Após a verificação das situações acima citadas, se havia tratamento anterior,  deve-se verificar se é necessário remover os antigos produtos ou se é possível aplicar em cima do existente, esta  decisão será analisada pelos técnicos envolvidos e pelo gestor, através de sua experiência, os quais irão verificar a qualidade, se haverá "ancoragem", ou seja, se o produto se fixará sobre o existente, se não há amarelamento, excesso de camadas e outros.

 Na Remoção é necessária à utilização de produtos químicos apropriados (Removedores) os quais devem seguir as orientações técnicas de diluição, não podemos esquecer da proteção do colaborador (Equipamentos de Proteção Individual - E.P.I), os produtos químicos utilizados podem ser nocivos a saúde se manipulados inadequadamente. Após o fim desta etapa, utilizam-se bases seladoras, que irão corrigir as imperfeições do piso. A próxima etapa é a aplicação do “Impermeabilizante”. Por fim as etapas de Manutenção. Geralmente é criada uma escala para a correta manutenção do piso, evitando esquecimento de determinadas áreas e realização de rotinas duplas em outros locais. Dentro da manutenção, encontrare-mos as etapas de limpeza com detergente apropriado, polimento utilizando discos e equipamentos especiais, recamadas (novas camadas de impermeabilizante) e quando necessário, remoção parcial ou total.

Quais são os materiais e equipamentos necessários para a realização do sistema de tratamento de piso?

É necessária a utilização de produtos químicos e para escolhê-los devemos ficar atentos às documentações destes produtos (Avisa e outros). Utiliza-se ainda equipamento como “Enceradeiras” de baixa rotação (aproximadamente 170 rpm), High Speed e Ultra High Speed (variam entre 1500 e 2100 rpm aprox.). Em conjunto com estas máquinas usam-se discos de polimento especiais, diferenciados por suas finalidades, distinguidos por cores. Geralmente as cores mais claras são para dar lustrar e os mais escuros para lavar e remover produto aplicado. Existem ainda outras máquinas para lavar e polir os pisos, mas os equipamentos devem ser adquiridos de acordo com a necessidade de cada empresa e tipo de piso. É necessário que os gestores a frente do Setor de Higienização Hospitalar - Divisão Tratamento de Pisos, tenha domínio dos processos, equipamentos e produtos, para que os mesmos sejam utilizados de maneira adequada, pois se não tiver conhecimento, irá gastar produto, criar re-trabalho, poderá danificar o piso e não alcançar a qualidade almejada. Os equipamentos também devem ser utilizados por profissionais treinados, pois a utilização inadequada, além de poder danificar o bem, ainda desperdiça material e não alcança um resultado final satisfatório.

Algumas Características:

Composição das ceras liquidas: 

  • Veículos: Água, aguarrás, querosene, naftas, etc.

  • Ingredientes ativos: Parafina, cera de carnaúba, cera de polietileno, polímeros acrílicos, poliuretanos, etc.

  • Aditivos: Corantes, perfumes, antiderrapantes, agentes niveladores, lubrificantes, conservantes, compatibilizantes, etc.

Classificação pelo tipo de sólidos:

  • Lustráveis em baixa rotação: Ceras moles, lustro a 170 rpm, carnaúba/parafina, pouco resistente a água, baixa durabilidade.

  • Semi-lustráveis: Ceras mistas, acrílico/carnaúba, menor resposta ao lustro, maior resistência a água, maior durabilidade.

  • Não-lustraveis: Acabamento acrílico, acrílico/polietileno, sem resposta ao lustro, brilho de molhado, restauração: recamada.

  • Sistema HS (High Speed): Acrílico, resposta ao brilho em hs, economia de produto e trabalho, brilho de molhado, restauração: microcorte, exige pessoal qualificado.

  • Sistema UHS (Ultra High Speed): Mais moderno, poliuretano/acrílico, lustro em UHS, restauração: fusão térmica, brilho de 90 (gloss metter), exige pessoal qualificado.

Considerações finais:

A experiência do Gestor da Divisão de Tratamento de pisos é essencial para que alcancemos o resultado esperado. Algumas empresas utilizam de "macetes" para direcionar o sistema de piso, como: Realizar demonstrações em áreas estratégicas as quais irão realçar seus produtos, organizar escalas de manutenção as quais farão recamadas desnecessárias, utilizar mais produtos do que realmente preciso, treinar erroneamente os colaboradores envolvidos no processo para que utilizem mais produto do que preciso e outras ações que merecem nossa atenção especial.  Ainda é mister conhecermos diluição e rentabilidade dos produtos para que tenhamos aproveitamento máximo e custos baixos. Entretanto, devemos lembrar que existem várias empresas que também almejam a qualidade e utilizam-se do profissionalismo na confecção das tarefas e a elas que devemos procurar. Existem diversos cursos que treinam colaboradores sobre os sistemas de pisos. É importante conhecermos os processos de várias empresas, praticamente cada uma tem uma metodologia, portanto, quem dará a palavra final sobre o sistema mais adequado é o gestor.

 

NOTAS:

Site gestão de Empresas e Serviços - Nº 02 - Sistema de Tratamento de Pisos em Ambientes Hospitalares. Curitiba, 07 de Agosto de 2005.

REFERÊNCIAS:

Sites: www.oleak.com.br - http://www.primorex.com.br - www.indeba.com.br - http://www.loclav.com.br/dicas.asp - http://www.resol.com.br/cartilha3/bibliografia/bilbli.asp - www.anvisa.com.br - http://www.prolim.com.br/ - Outros.

CONTATO:

Daniel de Freitas Channe - Rua Cristiano Strobel, 3157 - Boqueirão - CEP: 81750-000 - Curitiba - Paraná - Fones; 41 - 9112-2863 e 41 - 3376-0902.

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